
O aparelho digestivo ou gastrointestinal inclui o tubo digestivo (que é constituído por: boca, faringe, esófago, estômago, intestino delgado, intestino grosso e recto), e órgãos glandulares anexos (glândulas salivares, fígado e pâncreas) que segregam substâncias que lançam no interior desse tubo
A função deste aparelho é transferir as moléculas orgânicas, água e sais minerais que constituem os alimentos para o meio interno do organismo, de modo a que os átomos e moléculas que os constituem possam ser distribuídos pelas células através do sistema circulatório.
Ao longo do tubo digestivo os alimentos estão sujeitos, além das acções mecânicas, a acções químicas exercidas pelas secreções digestivas produzidas por alguns órgãos.
As glândulas salivares, o estômago, o fígado, o pâncreas e o intestino delgado produzem, respectivamente, a saliva, o suco gástrico ou estomacal, a bílis, o suco pancreático e o suco intestinal.
Os diversos alimentos, em função da sua constituição em nutrientes, possuem diferentes valores energéticos. Sabendo a sua constituição é possível determinar com precisão o seu valor energético, expresso em quilocalorias (kcal). Dado que prótidos, lípidos e glúcidos são os principais determinantes desse valor energético, sabendo a constituição desses nutrientes nos alimentos é fácil obter o valor para cada alimento e, posteriormente, de cada refeição ou do conjunto de refeições de um dia. Para tal, precisas de saber que:
1 g de glúcidos corresponde a 4 kcal.
1 g de lípidos corresponde a 9 kcal.
1 g de proteínas corresponde a 4 kcal.
As substâncias simples da nossa dieta, como a água, os sais minerais e as vitaminas (excepto a vitamina B12), podem ser absorvidas ao longo do tubo digestivo sem sofrerem transformações. Contudo, as macromoléculas, como proteínas, gorduras e hidratos de carbono, têm de ser transformadas em moléculas pequenas e menos complexas para serem absorvidas. As proteínas são desdobradas em aminoácidos. Os hidratos de carbono são transformados em açúcares simples (monossacarídeos) como a glicose, a frutose e a galactose, entre outros. As gorduras são parcialmente separadas em ácidos gordos e glicerol.
As glândulas salivares produzem saliva, rica em amilase, uma enzima que catalisa a reacção de hidrólise de algumas ligações glucosídicas, contribuindo assim para a degradação das moléculas de amido.
No estômago, assim como no pâncreas e no intestino delgado, produzem-se várias proteases que, no seu conjunto, recebem o nome de pepsina. Por acção da pepsina, as proteínas transformam-se numa mistura de pequenos fragmentos peptídicos e de aminoácidos.
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Os lípidos não são solúveis em água e, ao longo do trajecto digestivo, tomam a forma de gotas lipídicas, de tal modo que as enzimas que o intestino possui, capazes de catalisar a sua hidrólise (lipases), têm muita dificuldade em actuar. Para facilitar a digestão das gorduras, o fígado segrega bílis, que contém os sais biliares que envolvem pequenas gotículas lipídicas e impedem-nas de se agregar, formando-se uma emulsão de gotas lipídicas, no meio da restante massa de alimentos, que constitui uma fase aquosa. É pela acção das lipases que os lípidos são desdobrados em ácidos gordos e glicerol. Estas enzimas existem nos sucos gástrico, intestinal e pancreático. Após a digestão, os nutrientes simples que constituem o quilo atravessam as paredes do intestino delgado e passam para o sangue e para a linfa - absorção. Esta passagem faz-se através das vilosidades intestinais que se localizam nas válvulas coniventes. A existência destas estruturas torna a superfície interna do intestino delgado extraordinariamente maior do que as suas dimensões aparentam, facilitando assim a passagem de uma maior quantidade de nutrientes para o sangue. As vilosidades tratam-se de estruturas em forma de dedo, que revestem a parede interna do intestino delgado. No interior destas vilosidades encontram-se vários capilares sanguíneos, bem como vasos quilíferos (vasos linfáticos). O seu exterior é revestido apenas por uma camada de células revestidas por microvilosidades. Tratam-se de estruturas em forma de dedo, que revestem a parede interna do intestino delgado. No interior destas vilosidades encontram-se vários capilares sanguíneos, bem como vasos quilíferos (vasos linfáticos). O seu exterior é revestido apenas por uma camada de células revestidas por microvilosidades.
As vilosidades vão permitir a passagem dos aminoácidos, glicose, vitaminas hidrossolúveis , água (embora esta seja absorvida principalmente no intestino grosso), e sais minerais para o sangue, e ácidos gordos, glicerol e vitaminas lipossolúveis para a linfa. |
A digestão consiste no desdobramento de moléculas complexas em moléculas mais simples que atravessam as paredes do intestino delgado e passam para o meio interno. Este desdobramento realiza-se por meio de fenómenos mecânicos (mastigação e movimentos peristálticos) e químicos (actuação de substâncias - enzimas - produzidas pelas glândulas do sistema digestivo).
Nutrientes
Os alimentos são constituídos por diversos tipos de nutrientes ou princípios nutritivos: prótidos, glúcidos, lípidos, vitaminas, minerais e água.


No entanto, de alimento para alimento estes variam de quantidade e qualidade, o que determina que diversos alimentos tenham diferentes valores nutritivos.
Cada nutriente tem uma importância particular no organismo, pelo que é essencial conhecer a função que cada um deles desempenha.
Sabes como o corpo digere os diferentes tipos de alimentos?
Observa o que acontece aos alimentos desde a boca até aos intestinos.
Fonte: Educom
Outra animação sobre a Digestão
A prática de uma alimentação incorrecta pode levar, com o tempo, ao aparecimento de variadíssimas doenças. Estas não surgem de imediato, já que o corpo humano dispõe de mecanismos eficazes para manter um estado saudável.



